Atualmente sabe-se que esforços de Instituições Não Governamentais têm assegurado, com muitas dificuldades e dedicação, a preservação de populações enquadradas em risco de extinção. Foi dentro deste contexto, que o Instituto Baleia Franca desenvolveu o Programa de Monitoramento de Baleias Franca (PROMOBA).

Através do monitoramento dos animais, o Instituto Baleia Franca visa à preservação da espécie Eubalaena australis no âmbito da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca em Santa Catarina, auxiliado pelo levantamento de dados científicos sobre suas características, comportamento, ecologia, migração, longevidade, tamanho populacional entre outras questões, buscando uma integração harmoniosa com o desenvolvimento humano. Para tanto, são realizados monitoramentos diários nas praias da APA, com auxílio de estagiários previamente capacitados por biólogos do IBF.

O IBF também realiza trabalhos de fotoidentificação, onde fotos da cabeça dos animais são retiradas em vôos aéreos para avaliar a distribuição das calosidades, permitindo que cada animal seja identificado individualmente. O monitoramento aéreo também possibilita trabalhos de estimativas populacionais.




O monitoramento é realizado de julho a novembro durante a temporada das baleias;

O IBF conta hoje com cinco pesquisadores para o monitoramento;

As praias monitoradas são: Rosa, Ouvidor, Vermelha, Luz, Ibiraquera e Ribanceira;

Monitoramento diário, realizado duas vezes ao dia (manhã e tarde), com duração de duas horas na presença de baleia e de uma hora em sua ausência;

Uma vez por semana é realizado o monitoramento com veículo, desde Itapirubá Sul (algumas vezes desde o farol de Santa Marta) até Siriu.



Um dos trabalhos do IBF é o acompanhamento dos pesquisadores nos passeios de turismo de observação de baleias oferecendo assessoria aos turistas e à empresa responsável pelo passeios;

Nas embarcações é realizada a apresentação do IBF, passada as informações a respeito da Baleia Franca e da APA (área de proteção ambiental). Também há o controle das aproximações e do tempo de observação;

Tanto em terra quanto embarcado é observado o comportamento da baleia, número de animais, se é um animal solitário, grupo de acasalamento ou par mãe e filhote. Também as condições climáticas e do mar, além das interações com outros animais e com o homem, surfistas, embarcações etc.





Expedição Ilha dos Moleques do Sul

A equipe do IBF e do Centro Nacional de Pesquisa para Conservação de Aves Silvestres – Cemave realizaram no final de setembro uma expedição para anilhar e coletar restos de alimentos de aves nas Ilhas Moleques do sul, situadas próximo a região sul de Florianópolis. Esta é a primeira expedição do projeto que pretende abranger 50 ilhas da região de Santa Catarina.

O projeto tem como objetivo mapear quantitativa e qualitativamente os recursos naturais, fazendo um levantamento da fauna e flora encontrada em determinadas ilhas oceânica costeiras do Estado de Santa Catarina, a fim de preservar os ambientes insulares para as futuras gerações. Faz parte do projeto a coleta de restos de alimentos de Larus dominicanus, e o anilhamento, identificação e censo de aves como a Larus dominicanus e Sula leucogaster, com a ética proposta pelo CEMAVE.

O anilhamento é uma técnica de marcação de aves com anéis numerados, que permite conhecer ao reencontrar as aves anilhadas, o tempo de vida, as rotas migratórias, locais de reprodução, pontos de parada, as flutuações dos números populacionais, dentre outras informações fundamentais à conservação das aves e de seus ambientes. Através da coleta de restos alimentares obtém-se informações sobre o tipo de alimentação das aves.





Ilhas Moleques do Sul

Situadas a aproximadamente 12 km da praia do Pântano do Sul ao sul de Florianópolis entre as coordenadas 27º51'S e 48º26'W, as Ilhas Moleques do Sul compõem três ilhotas isoladas em mar aberto. O arquipélago pertencente ao Parque Estadual da Serra do Tabuleiro é considerado o principal sítio de reprodução das aves marinhas da costa catarinense. A topografia rochosa e acidentada é revestida por manchas de vegetação, onde florescem orquídeas de várias espécies. Outro destaque é a presença abundante de aves exuberantes como os atobás e as fragatas.

fotógrafo Eduardo Green









Parceria

O IBF e o IBAMA celebram um acordo de cooperação técnica desde 2002 com objetivo de desenvolver estudos e análises técnicas inter-institutcionais na implantação de projetos na APA da Baleia Franca. Dentro desta proposta de parceria, o projeto está sendo desenvolvido pela equipe do Instituto Baleia Franca e técnicos do CEMAVE, que constitui uma unidade descentralizada do IBAMA.